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Cristiane user

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08 de January de 2026

Como Controlar as Entradas e Saídas de Dinheiro da sua Empresa no Dia a Dia

Controlar rigorosamente as entradas e saídas de dinheiro – o famoso fluxo de caixa – é essencial para a saúde […]

7–10 minutes

Controlar rigorosamente as entradas e saídas de dinheiro – o famoso fluxo de caixa – é essencial para a saúde financeira de qualquer pequena ou média empresa. Falhas nesse controle estão na raiz de muitos problemas: quase 48% das micro e pequenas empresas no Brasil fecham justamente por falta de planejamento financeiro e descontrole de caixa. Isso ocorre porque um descuido no fluxo de caixa pode levar a crises de liquidez – aquele cenário em que precisamos pagar contas imediatas, mas os recebimentos só cairão no futuro. Em muitas PMEs há um descompasso de prazos: a empresa tem valores a receber mais adiante, porém despesas que vencem agora. Sem controle, o resultado é ficar sem dinheiro para honrar compromissos, gerando atrasos no pagamento de fornecedores, impostos e salários – ou até a incapacidade de pagar custos fixos básicos. Vale lembrar que mais da metade das PMEs brasileiras não possui nenhuma reserva financeira de emergência, ou seja, um pequeno deslize no caixa pode ser fatal. Por isso, manter o fluxo de entradas e saídas organizado no dia a dia não é burocracia: é questão de sobrevivência e sucesso do negócio.

Boas Práticas para Controlar Entradas e Saídas

Controlar o fluxo de caixa na prática significa adotar alguns hábitos simples, porém poderosos, na rotina financeira da empresa. Confira as principais boas práticas e como implementá-las:

  • Registro diário das movimentações: Anote todos os valores que entram e saem do caixa da empresa diariamente. Esse registro diário funciona como um diário financeiro: cada venda realizada, cada pagamento efetuado (inclusive pequenas despesas) deve ser lançado. Assim você acompanha de perto o saldo de dinheiro disponível e verifica se não há erros ou discrepâncias. De acordo com orientações do Sebrae, o controle de caixa deve ser conferido dia a dia, apurando diferenças imediatamente. Essa disciplina evita surpresas desagradáveis e possibilita uma visão atualizada do negócio. Se você ainda não tem visibilidade clara do seu caixa, a Seu Ativo pode te ajudar com isso, analisando as NFs que podem ser antecipadas.

  • Conciliação bancária regularmente: Além do caixa físico, controle também as contas bancárias da empresa. Faça a conciliação bancária – que nada mais é do que confrontar os registros internos com o extrato do banco – para ter certeza de que nada ficou para trás. Isso envolve verificar diariamente os depósitos, pagamentos, tarifas e transferências na conta empresarial. A conciliação garante que o saldo bancário registrado bate com a realidade e identifica diferenças (um pagamento não contabilizado, uma tarifa inesperada) a tempo de corrigir. Também ajuda a saber se o dinheiro em conta é suficiente para cobrir os compromissos do dia seguinte. Reserve um momento na rotina (por exemplo, toda manhã ou final do dia) para essa verificação.

  • Categorização de receitas e despesas: Organize as entradas e saídas por categoria (por exemplo: vendas de produtos, prestação de serviços, salário de funcionários, aluguel, tributos, etc.). Ao categorizar suas movimentações, você enxerga claramente de onde vem a receita e para onde o dinheiro está indo. Isso ajuda a identificar padrões, reduzir gastos desnecessários e planejar com mais segurança. Sem uma boa categorização, o empreendedor pode se perder – muitos só percebem tarde demais que não sabem ao certo em que estão gastando, dificultando ajustes no fluxo de caixa. Portanto, mantenha sua planilha ou sistema organizada por categorias, pois essa clareza facilita decisões (como onde cortar despesas ou qual linha de receita ampliar).

  • Ferramentas adequadas (planilhas, softwares ou apps): Use a ferramenta que melhor se adapta à sua realidade para controlar tudo isso. Para negócios bem pequenos ou quem está começando, uma planilha simples (Excel, Google Sheets) pode dar conta do recado. O Sebrae, por exemplo, disponibiliza planilhas gratuitas de fluxo de caixa para auxiliar os empreendedores iniciantes. Porém, à medida que a empresa cresce ou se você busca mais praticidade, vale considerar um software de gestão financeira (um ERP financeiro ou aplicativo dedicado). Essas soluções automatizadas trazem maior precisão e economizam tempo – estudos indicam que planilhas são um bom primeiro passo, mas ferramentas financeiras robustas reduzem o risco de erros e trazem mais confiabilidade aos números. O importante é não tentar controlar “de cabeça” ou em papéis soltos: centralize as informações em um meio confiável e faça backup regularmente. Se você ainda administra o caixa “no olho”, experimente ganhar clareza com apoio profissional.

  • Responsabilidade definida: Por fim, defina quem na empresa será o responsável diário por esse controle. Em muitos pequenos negócios, o próprio dono acaba acumulando essa função – se for o seu caso, procure reservar um horário fixo na agenda para cuidar das finanças, sem interrupções. Se a empresa já tem um departamento financeiro ou contador, alinhe com eles um fluxo de informação: quem registra as movimentações, quem confere os saldos e quem faz as análises periódicas? O importante é que alguém faça esse trabalho de forma consistente. Delegar é possível, mas acompanhe de perto: o gestor ou proprietário deve revisar periodicamente o fluxo de caixa para tomar decisões informadas. Afinal, informação financeira confiável é base para decisões acertadas.

Erros Comuns no Controle do Caixa (e Como Evitá-los)

Mesmo sabendo da importância, algumas armadilhas são frequentes na gestão financeira das PMEs. Veja a seguir os erros mais comuns relacionados ao controle de entradas e saídas – e garanta que sua empresa passe longe deles:

  • Confundir lucro com saldo em conta: Este é um engano clássico. Lucro não é a mesma coisa que dinheiro em caixa. O lucro é calculado subtraindo todas as despesas da receita em um período, mas ele não considera quando o dinheiro entra ou sai efetivamente. Já o caixa reflete o disponível imediato. Por isso, é perfeitamente possível a empresa ter lucro no papel e ainda assim ficar sem dinheiro, seja porque as vendas foram a prazo (receita que só entra depois) ou porque houve despesas pagas antecipadamente. Esse desencontro entre lucro contábil e fluxo de caixa pode causar sérias dificuldades financeiras. Como evitar? Acompanhe separadamente o resultado (lucro/prejuízo) e o fluxo de caixa diário. Não considere um valor vendido a prazo como dinheiro disponível até ele realmente entrar. Tenha controles que te permitam ver claramente o que é resultado econômico e o que é disponibilidade financeira. Assim, você não vai se iludir com um saldo momentâneo nem gastar o que na verdade está comprometido. Se você ainda não tem essa visibilidade clara do que tem e terá em caixa, a Seu Ativo pode te ajudar a obter esse controle.

  • Esquecer de incluir os tributos nas contas: No dia a dia corrido, é comum o empreendedor pagar despesas e esquecer que no início do mês seguinte, por exemplo, haverá o boleto de imposto (como DAS do Simples, ISS, ICMS ou outros tributos) para quitar. Quem não incorpora os tributos no fluxo de caixa acaba tendo uma surpresa desagradável quando esses encargos chegam – e pode faltar dinheiro. Lembre-se de que impostos, taxas e contribuições são despesas fixas ou variáveis da empresa, e precisam constar nas suas previsões de saída. Empresas que não registram e acompanham rigorosamente todas as despesas acabam sendo pegas de surpresa e atrasando pagamentos de impostos por falta de caixa . Como evitar? Relacione todos os tributos pertinentes ao seu negócio e suas periodicidades de pagamento. Inclua-os no seu controle financeiro como contas a pagar, assim como qualquer outra despesa. Separe mensalmente o valor dos impostos em uma conta ou centro de custo específico, garantindo que aquele montante não seja usado para outra finalidade. Dessa forma, quando o imposto vencer, os recursos já estarão reservados para ele.

(Bônus): Outro deslize comum é misturar as finanças pessoais com as da empresa. Essa prática bagunça todo o controle de entradas e saídas, pois despesas particulares acabam saindo do caixa do negócio, e vice-versa. Evite a todo custo usar a conta da empresa para gastos pessoais ou tirar dinheiro do caixa sem registro. Tenha contas separadas e remunere seu trabalho com pro-labore, para que o fluxo de caixa empresarial reflita apenas as operações da empresa. Isso dará muito mais clareza no controle.

Conclusão

Manter um controle diário e disciplinado das entradas e saídas de dinheiro da sua PME pode parecer trabalhoso no início, mas rapidamente se torna um hábito valioso. Empresas que cuidam bem do fluxo de caixa têm mais previsibilidade financeira e conseguem tomar decisões com antecedência – seja cortar gastos ao notar uma tendência de queda nas entradas, seja aproveitar oportunidades de investimento sabendo que há caixa disponível. Por outro lado, quem negligencia esse controle acaba andando no escuro e corre sérios riscos de ter problemas de pagamento ou até de inviabilizar o negócio.

Organize-se, use as dicas práticas de registro, conciliação e planejamento, e não hesite em buscar ajuda de ferramentas ou especialistas para ganhar eficiência. Lembre que quase metade das empresas fecha por falta de gestão financeira adequada – mas isso não precisa acontecer com a sua. Com a clareza financeira certa, você vai navegar com mais tranquilidade mesmo em cenários de prazos longos para receber e custos imediatos. E se as entradas não estiverem acompanhando as saídas, talvez seja hora de colocar os seus ativos para trabalhar a seu favor – afinal, opções existem para melhorar a liquidez do seu negócio sem recorrer a endividamento tradicional. Seu Ativo pode apoiar sua empresa tanto na conquista da liberdade, visibilidade de caixa e em soluções de liquidez, para que você foque no que faz de melhor: fazer seu negócio crescer com saúde financeira.

Fontes e Dados Consultados: Ferramentas e artigos do Sebrae sobre fluxo de caixa e gestão financeira; estudos sobre causas de mortalidade de PMEs no Brasil; conteúdos de educação financeira empresarial (FinBits, Época Contabilidade); pesquisa Sebrae/FGV sobre reservas financeiras das PMEs.

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