Cristiane user
23 de January de 2026
A duplicata escritural é a versão digital e registrada da duplicata tradicional – um título de crédito usado por empresas […]
A duplicata escritural é a versão digital e registrada da duplicata tradicional – um título de crédito usado por empresas para vender a prazo. Essa inovação surge para modernizar o mercado de recebíveis no Brasil, eliminando o papel e trazendo mais transparência e segurança às operações. Desde a Lei nº 13.775/2018, que regulamentou a duplicata escritural, o objetivo tem sido reduzir o custo do crédito para os fornecedores (sacadores) e aumentar a segurança jurídica para os financiadores, beneficiando especialmente as pequenas e médias empresas (PMEs). A seguir, vamos entender as principais “dores” dos sacadores no modelo antigo e como a duplicata escritural promete resolvê-las, apresentando casos e dados atualizados que tornam o texto mais robusto.
Principais Dores do Sacador (PME) no Modelo Tradicional
No modelo tradicional de duplicatas (físicas ou apenas boletos avulsos), os sacadores – geralmente pequenos e médios negócios que vendem a prazo – enfrentam diversos problemas estruturais:
Em suma, o sacador tradicionalmente enfrentava juros altos, dificuldade de negociar com mais de um banco, risco de não receber ou de sofrer fraude, e muita burocracia para conseguir antecipar suas vendas a prazo. Esse conjunto de “dores” encarecia e restringia o crédito, prejudicando especialmente os pequenos e médios negócios que dependem de capital de giro.
O Que é a Duplicata Escritural e Como Funciona
A duplicata escritural é a resposta regulatória e tecnológica a esses problemas. Trata-se de uma duplicata 100% eletrônica, emitida e registrada em entidades autorizadas pelo Banco Central, com vínculo obrigatório a uma Nota Fiscal eletrônica correspondente. Em vez de um documento físico ou solto, ela passa a existir em um sistema de escrituração centralizado, do seu nascimento ao seu eventual desconto e liquidação.
Características e funcionamento básicos:
Em resumo, a duplicata escritural cria um “ambiente digital seguro” para os recebíveis: cada duplicata nasce, vive e morre registrada, com acompanhamento de aceite, histórico de cessões e status de pagamento. Isso moderniza profundamente o processo que antes era fragmentado em papel, e prepara terreno para resolver aquelas dores dos sacadores.
Como a Duplicata Escritural Alivia as Dores do Sacador
Implementando-se a duplicata escritural, as melhorias esperadas atacam diretamente cada um dos problemas listados:
Considerações Finais
A duplicata escritural desponta como uma das reformas mais relevantes do crédito empresarial dos últimos anos. Não por acaso, está sendo tratada como uma transformação estrutural: “não é apenas a versão eletrônica de um título de crédito, é uma mudança estrutural do mercado de crédito PJ”, ressalta Fernando Fontes, da CERC. Os testes finais do sistema estão em andamento (com início da obrigatoriedade previsto de forma escalonada a partir de 2025-2026). É natural que haja “dores de crescimento” nessa adaptação – tanto sacadores quanto sacados precisarão ajustar processos e sistemas internos para operar nesse novo modelo. Porém, o horizonte desenhado pelos especialistas é otimista: todos os benefícios essenciais que sacadores e financiadores necessitam parecem estar contemplados.
Em resumo, ao aliviar as principais dores dos sacadores – alto custo, risco e dificuldade de acessar crédito –, a duplicata escritural tem potencial de impulsionar o crédito para milhares de empresas, em especial PMEs, com mais segurança, concorrência e eficiência. Se implementada com sucesso, essa inovação poderá reduzir significativamente os spreads, integrar mais empresas ao mercado de crédito e fomentar o crescimento econômico, destravando um volume de recursos hoje represados pelos entraves do modelo antigo. Trata-se de um passo importante rumo a um ecossistema de financiamentos mais justo, transparente e dinâmico no Brasil, onde os recebíveis se convertem em capital de forma mais simples e confiável – um verdadeiro alívio para quem vive do fluxo de caixa.
Fontes pesquisadas: Demonstrações e análises do Banco Central e instituições financeiras sobre a duplicata escritural, incluindo o Blog Santander (entenda o que muda), reportagem da Capital Aberto (mercado de duplicatas escriturais), artigo do Brazil Journal e conteúdo informativo de players do setor. As citações destacadas refletem dados e opiniões de especialistas sobre o impacto dessa mudança.
Referências:
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Por enquanto, apenas duplicatas de produtos podem ser negociadas. Em breve, será possível negociar duplicatas de serviço.